Botafogo admite estado “pré-falimentar” e enfrenta crise grave nos bastidores

Sem caixa para honrar compromissos, SAF vive instabilidade política e corre contra o tempo para evitar colapso financeiro
Redação Folha Esportiva
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O Botafogo vive um dos momentos mais delicados de sua história recente fora de campo. Em documento apresentado à Justiça, a SAF do clube admitiu estar em “estado pré-falimentar”, com falta de recursos em caixa para cumprir compromissos imediatos, incluindo o pagamento de salários de jogadores e funcionários.

A situação financeira crítica é agravada por uma crise institucional. A disputa pelo controle da SAF e o recente afastamento de John Textor da gestão aumentaram a instabilidade interna, travando decisões e dificultando a entrada de novos investimentos. Nos bastidores, a própria diretoria reconhece que o cenário de incerteza afasta possíveis parceiros e inviabiliza negociações no curto prazo.

Diante da urgência, o clube busca alternativas emergenciais para levantar recursos. Entre as possibilidades estão a contratação de empréstimos e a venda de jogadores do elenco, medidas vistas como essenciais para garantir o funcionamento básico da operação nos próximos dias. Entre as possíveis saídas no meio do ano, está a do Danilo, volante titular do Glorioso e da Seleção Brasileira.

Paralelamente, o Botafogo recorre à Justiça em busca de decisões rápidas que permitam reorganizar a gestão e destravar o fluxo financeiro. O tempo, porém, é um adversário direto: com prazos apertados e obrigações vencendo, o risco de agravamento da crise é real.

O cenário é de alerta máximo no clube. Mais do que uma fase ruim, o Botafogo enfrenta uma combinação de problemas financeiros e administrativos que podem impactar diretamente o futuro da SAF — dentro e fora de campo.

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