A partida entre Mirassol e Bahia, válida pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro, terminou com forte clima de tensão fora das quatro linhas. Em súmula, o árbitro Paulo César Zanovelli relatou ameaças, invasão de campo e necessidade de escolta policial após o apito final.
De acordo com o documento oficial, a confusão teve início após o gol que garantiu a vitória do Bahia, já na reta final da partida, em um lance bastante contestado pelos jogadores e membros do Mirassol. A revolta se estendeu para além do campo e culminou em uma série de episódios graves.

Um dos pontos mais delicados relatados pelo árbitro envolve o diretor de futebol do Mirassol, José Paulo Bezerra Maciel Júnior, o Paulinho. Segundo Zanovelli, o dirigente teria feito uma ameaça direta à equipe de arbitragem:
“Agressão vocês vão ver quando passarem no túnel”

Ainda conforme a súmula, logo após a declaração, as luzes do túnel de acesso aos vestiários teriam sido apagadas, aumentando a sensação de insegurança entre os árbitros.
Invasão, ofensas e clima hostil
O árbitro também registrou que integrantes da comissão técnica do Mirassol invadiram o gramado após o fim da partida, dirigindo xingamentos e acusações à arbitragem. Dois membros chegaram a ser expulsos por conta das ofensas, que incluíam termos como “ladrão” e “safado”.
Além disso, o ambiente no estádio seguiu hostil. Segundo o relato, havia pessoas no túnel fazendo gestos provocativos e incitando confronto, enquanto torcedores entoavam ameaças vindas das arquibancadas.
Árbitro ficou 35 minutos em campo
Diante da falta de segurança imediata, a equipe de arbitragem permaneceu no gramado por cerca de 35 minutos aguardando reforço policial para deixar o local. A saída só aconteceu após a chegada de mais agentes, com escolta até o vestiário e, posteriormente, até o hotel.
Por orientação das autoridades, os árbitros sequer puderam permanecer no estádio para procedimentos pós-jogo, deixando o local rapidamente por questões de segurança.
