O Brasil encerrou sua participação no snowboard halfpipe dos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 nesta quarta-feira (11). Os representantes do país, Pat Burgener e Augustinho Teixeira, não conseguiram avançar à fase final após sofrerem quedas em suas segundas descidas nas pistas de Livigno. Burgener terminou na 14ª posição e Augustinho na 19ª. Marcas que, apesar da eliminação, representam os melhores resultados históricos do Brasil na categoria masculina da modalidade.
A prova classificatória, que garantia vaga apenas aos 12 melhores atletas, foi marcada pelo alto nível técnico e pelo gelo rigoroso. Pat Burgener, suíço naturalizado brasileiro que chegou aos Jogos como uma das grandes promessas de pódio, obteve sua melhor nota logo na primeira tentativa: 70.00 pontos. O atleta chegou a ficar na zona de classificação, mas foi superado pelo sul-coreano Lee Ji-o na reta final da bateria. Na segunda descida, em busca de uma pontuação superior a 75 pontos, Pat sofreu uma queda entre a quarta e a quinta manobra, impossibilitando a reação.

Estreia e superação
Augustinho Teixeira, estreante em Olimpíadas, também seguiu um trajeto de superação e drama. O jovem atleta anotou 56.25 pontos em sua descida inicial. Pressionado a elevar o grau de dificuldade para entrar no top 12, Augustinho arriscou tudo na segunda rodada, mas também acabou caindo logo no início do percurso, encerrando sua participação no evento.
Impacto na classificação e legado
Com os resultados de hoje, o quadro de classificação final para a disputa de medalhas, que ocorre nesta sexta-feira (13), ficou definido sem a presença brasileira. O australiano Scotty James liderou as eliminatórias com uma nota expressiva de 94.00.
Apesar da ausência na final, o desempenho da dupla em 2026 consolida um novo patamar para o Brasil nos esportes de neve:
Melhor marca histórica: A 14ª colocação de Burgener é a posição mais alta já alcançada por um brasileiro no halfpipe masculino.
Possibilidade de recomeço: A estreia de Augustinho aos 20 anos aponta para um ciclo promissor visando 2030.
Visibilidade: O snowboard brasileiro agora detém pódios em Copas do Mundo, o que deve atrair mais investimentos para a modalidade.
A próxima chance de medalha para o Time Brasil nos Jogos de Milão-Cortina será com Lucas Pinheiro Braathen no esqui alpino, modalidade que gera grande expectativa na delegação brasileira.