Neve Histórica: Brasil Estreia nos Jogos de Inverno com recorde de Manex Silva e superação no Feminino

Desempenho fortalece posicionamento do Brasil no ranking de nações "B".
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O Brasil iniciou oficialmente sua jornada nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 nesta terça-feira (10), com um desempenho que redefiniu as estatísticas do País no gelo. No Centro de Esqui Cross-Country de Lago di Tesero, Manex Silva conquistou a 48ª posição no Sprint Clássico masculino, estabelecendo o melhor resultado da história do Brasil em provas individuais da modalidade em Olimpíadas. No feminino, a estreia foi marcada pelo reencontro de Bruna Moura com a neve olímpica – após experiência traumática – além da solidez de Eduarda Ribera.

O Salto de Manex Silva

A participação brasileira começou sob o frio intenso do Val di Fiemme. Manex Silva, em sua segunda Olimpíada, completou o percurso de aproximadamente 1,6 km com o tempo de 3min25s48. Embora não tenha avançado às quartas de final — onde apenas os 30 melhores classificados prosseguem —, o 48º lugar representa uma evolução significativa de 23 posições em relação ao seu desempenho em Pequim 2022 (71º).

 

Com este resultado, Manex supera a marca histórica de Jaqueline Mourão, que detinha o melhor posto brasileiro no cross-country (66º lugar em Vancouver 2010). O ouro da prova ficou com o lendário norueguês Johannes Klæbo, que ratificou seu favoritismo com o tempo de 3min07s37 na qualificatória.

 

Resiliência e Pontuação no Feminino

Entre as mulheres, o clima foi de celebração e dever cumprido. Eduarda Ribera foi a melhor sul-americana da prova, terminando na 72ª colocaçãocom o tempo de 4min17s05. O destaque técnico para a atleta foi a obtenção de 226.67 pontos FIS, sua melhor marca da carreira em provas de sprint disputadas na neve.

 

Logo atrás, na 74ª posição, Bruna Moura encerrou um ciclo de quatro anos de espera. Após ficar de fora dos Jogos de 2022 devido a um grave acidente de carro às vésperas da competição, Bruna cruzou a linha de chegada em 4min22s07. A atleta somou 254.53 pontos FIS, seu melhor desempenho em eventos de “pênalti zero” (categoria que inclui Mundiais e Olimpíadas).

 

Impacto na Classificação e Próximos Passos

Embora os brasileiros não tenham avançado para as baterias eliminatórias, os resultados de hoje fortalecem o posicionamento do Brasil no ranking de nações “B” (países sem tradição de neve), garantindo pontos importantes para a manutenção de cotas em competições mundiais da Federação Internacional de Esqui e Snowboard (FIS).

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