O Cruzeiro vive um cenário curioso fora de campo: enquanto o clube ainda busca estabilidade financeira, seu dono opera em uma realidade completamente diferente. Em 2025, o empresário Pedro Lourenço, controlador da SAF celeste, faturou mais de R$ 25 bilhões com sua rede de supermercados.

O número impressiona ainda mais quando comparado com os dados do próprio clube. A receita do Cruzeiro no mesmo período ficou na casa dos R$ 599 milhões, o que significa que o faturamento do empresário é cerca de 41 vezes maior.
Além disso, o montante gerado por Lourenço também supera com folga o valor de todo o elenco celeste, sendo aproximadamente 25 vezes maior do que o investimento total nos jogadores.
Essa diferença escancara o tamanho do poder financeiro por trás da SAF do Cruzeiro, mas também levanta um ponto importante: a dependência do clube em relação ao investidor. Desde a chegada de Pedro Lourenço, a estratégia tem sido aumentar receitas e investir no futebol — o que já fez o clube dobrar seu faturamento em 2025, embora ainda conviva com dívidas elevadas.
O contraste entre empresa e clube evidencia duas realidades distintas: de um lado, um grupo empresarial bilionário; do outro, um clube em reconstrução financeira. No modelo de SAF, essa diferença pode ser determinante tanto para acelerar a recuperação quanto para manter a dependência de aportes externos nos próximos anos.