A noite deste sábado (28) reservou um capítulo histórico para o vôlei nacional no Ginásio do Moringão, em Londrina. Em uma decisão marcada pela intensidade tática e pelo equilíbrio técnico, o Osasco superou o Gerdau Minas por 3 sets a 1, com parciais de 25/23, 26/28, 25/20 e 25/17, e ergueu o troféu da Copa Brasil de Vôlei Feminino 2026. A conquista não apenas coroa a excelente fase da equipe paulista, mas a isola como a maior vencedora da história da competição, agora com cinco títulos, ultrapassando os quatro do Sesc Flamengo.
O jogo: sem espaço para improviso
O confronto foi um duelo de estratégias desde o primeiro apito. O Osasco contou com uma atuação inspirada da oposta argentina Bianca Cugno, que foi a maior pontuadora do embate ao anotar 23 pontos (sendo 21 de ataque e dois de saque), castigando a defesa mineira com viradas de bola precisas. Pelo lado do Minas, as ponteiras Hilary Johnson e Glayce Kelly tentaram manter o equilíbrio com 16 e 17 pontos respectivamente, mas esbarraram em um sistema de bloqueio osasquense que cresceu nos momentos decisivos.
Um dos grandes diferenciais da partida foi a entrada de Tifanny. A jogadora, que começou como opção na reserva, mudou a dinâmica ofensiva do time de Luizomar de Moura a partir da metade do jogo, somando 15 pontosfundamentais. A ponteira americana Caitie Baird também brilhou com 17 acertos, ajudando a consolidar a vitória em um quarto set onde o Minas, visivelmente desgastado, não conseguiu frear o ímpeto das paulistas.

Novos caminhos abertos
O título da Copa Brasil possui um peso estratégico imenso no calendário. Com o troféu, o Osasco garantiu vaga direta na Supercopa 2026 e no Campeonato Sul-Americano de Clubes de 2027, reafirmando sua posição de destaque no cenário continental. Para o vôlei brasileiro, a final entre os dois gigantes reforçou o alto nível da modalidade.
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