Jogos Olímpicos de Inverno: estoque de camisinhas na Vila Olímpica acaba em apenas três dias

Distribuição gratuita de preservativos na Vila Olímpica dos Jogos de Inverno termina antes do previsto e organização anuncia reposição após alta demanda entre atletas.
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No que se tornou um dos temas mais comentados fora das pistas em Milano e Cortina d’Ampezzo (Itália), o estoque de camisinhas disponível gratuitamente na Vila Olímpica dos Jogos Olímpicos de Inverno 2026 se esgotou em apenas três dias de competição.

Segundo o jornal italiano La Stampa e a organização do evento, a demanda pelo material foi muito maior do que a prevista pelos organizadores, levando ao fim das unidades disponíveis poucos dias após a abertura dos Jogos, que vão de 6 a 22 de fevereiro.

Quantidade menor que em edições anteriores

Relatos indicam que foram distribuídos menos de 10 000 preservativos para os cerca de 2 871 atletas presentes no evento de inverno — número substancialmente menor do que os 300 000 entregues aos competidores na edição de verão de Paris 2024, que reuniu mais de 10 500 participantes.

Essa política de distribuição gratuita remonta aos Jogos de Seul em 1988, quando passou a ser usada como uma forma de promover a conscientização sobre prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e incentivar práticas de sexo seguro entre os atletas.

Organizadores prometem reposição contínua

Após a repercussão do caso, o Comitê Organizador dos Jogos afirmou que a falta foi temporária e está sendo corrigida, com novos lotes de preservativos sendo enviados às vilas olímpicas e planejados para serem repostos de forma contínua até o encerramento da competição.

O porta-voz do Comitê Olímpico Internacional (COI), Mark Adams, chegou a comentar que a rápida utilização dos preservativos indica que o clima de **Valentine’s Day — comemorado em 14 de fevereiro — estava “a todo vapor” entre os atletas e demais habitantes da vila.

Além das pistas, vida social agitada

A Vila Olímpica é tradicionalmente um espaço não só para descanso e recuperação física entre provas, mas também para interação e lazer dos atletas. A distribuição de preservativos é vista tanto como uma medida de saúde pública quanto como uma tradição esportiva, sempre acompanhada de atenção da imprensa internacional.

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