O presidente do São Paulo Futebol Clube, Julio Casares, foi afastado do cargo após o Conselho Deliberativo do clube aprovar o pedido de impeachment em votação realizada na sexta-feira (16), no Morumbis. A decisão marca um dos momentos mais delicados da política recente do clube.
Ao todo, 223 conselheiros participaram da reunião, entre presença física e participação online. Para que o impeachment fosse aprovado, eram necessários 171 votos favoráveis. O resultado final foi de 188 votos a favor do afastamento, 45 contrários e dois votos em branco, número suficiente para determinar a saída imediata de Casares da presidência.
Apesar do afastamento, o processo ainda não está concluído. O próximo passo será a convocação de uma Assembleia Geral de Sócios, que deve ocorrer em até 30 dias. Nessa etapa, os associados do São Paulo terão a palavra final sobre a destituição definitiva do dirigente. Diferentemente do Conselho Deliberativo, a decisão dos sócios exige apenas maioria simples.
Caso a maioria confirme o impeachment, Julio Casares perde o mandato de forma definitiva. Se a votação não atingir esse resultado, ele poderá retornar ao cargo e seguir como presidente até o fim do mandato, previsto para o final de 2026.
Enquanto o desfecho não acontece, o comando do clube fica com o vice-presidente Harry Massis Júnior, de 80 anos, que assume a presidência de maneira interina. Ele permanecerá à frente do São Paulo até a conclusão do processo ou até uma decisão final dos sócios.
A votação foi acompanhada por forte mobilização de torcedores do lado de fora do estádio. Manifestantes protestaram contra a gestão de Casares, com faixas, gritos de ordem e atos simbólicos pedindo mudanças no comando do clube.
O avanço do impeachment aprofunda a crise política no São Paulo e gera reflexos diretos no ambiente administrativo e esportivo. A definição do processo é vista internamente como decisiva para o futuro da gestão e para o cenário político do clube nos próximos anos.