Clube do Remo vira alvo de polêmicas na reta final da Série B

Clube do Remo enfrenta polêmicas envolvendo declarações, suspeitas e questões de segurança na reta final da Série B do Campeonato Brasileiro.
Redação Folha Esportiva
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O Campeonato Brasileiro da Série B não se resume a gols e pontuações na tabela. Nas últimas semanas, o Clube do Remo se tornou o centro de uma onda de declarações, suspeitas e queixas que expuseram a intensidade dos bastidores da competição. Em meio à luta pelo acesso, o Leão Azulino passou a enfrentar não apenas os adversários dentro de campo, mas também críticas públicas vindas de dirigentes e técnicos rivais.

Suspeita de “campanha” e pressão externa

Após o empate em 1 a 1 com o Novorizontino, no último sábado (8), o técnico Enderson Moreira afirmou que existe uma mobilização midiática favorável ao Remo. Segundo ele, comentários e posicionamentos públicos de jornalistas teriam criado um ambiente de favoritismo indevido.

“Tem campanha para o Remo de comentaristas importantes dizendo que estão torcendo. Acho um desrespeito com outras equipes que se dedicam.” O comentário é a respeito da declaração de Tiago Leifert do SBT que declarou torcer pelo acesso do Remo.

A declaração toca na sensível relação entre mídia, torcida e competição, reforçando o clima de disputa que ultrapassa o gramado.

Origem dos investimentos sob questionamento

Antes disso, o presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, já havia levantado suspeitas sobre o aporte financeiro do Remo, elogiando o planejamento de outros clubes, mas afirmando desconhecer a origem dos recursos aplicados pelo Leão.

“O Remo tem um investimento altíssimo, e o dinheiro, só Deus sabe de onde vem.”

A fala insinua um desequilíbrio econômico na disputa, adicionando mais combustível ao debate.

Ambiente hostil e segurança em pauta

A Chapecoense, por sua vez, reclamou do clima no Baenão após o empate pela 35ª rodada. O presidente Alex Passos afirmou que a recepção em Belém foi agressiva e ultrapassou os limites do futebol.

“Aqui foge do padrão. As pessoas são hostis, jogam coisas, ofendem. Vou reportar para a arbitragem.”

A preocupação foi tanta que o clube catarinense chegou a acionar federações estaduais e a CBF antes da partida, temendo riscos à delegação.

Um ambiente de tensão às vésperas do desfecho
Entre acusações de favorecimento, dúvidas sobre investimentos e queixas sobre hostilidade, o Remo chega à reta final da Série B sob forte vigilância pública. O clube agora joga em duas frentes: no campo, pela vaga no acesso; fora dele, pela narrativa que está se construindo ao redor de sua campanha.

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