84 anos de amor pelo Treze: a paixão de Dona Zefinha que atravessa gerações

Aos 84 anos, Dona Zefinha é a personificação do amor pelo Treze Futebol Clube, com uma história de mais de 70 anos torcendo pelo time.
Redação Folha Esportiva
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Aos 84 anos, Dona Zefinha é a personificação da paixão pelo Treze Futebol Clube. Torcedora fiel desde a adolescência, ela mantém vivo um amor que já dura mais de sete décadas e que se transformou em herança para toda a família.

Dona Zefinha começou a acompanhar o Galo aos 13 anos, em uma época em que a televisão ainda não fazia parte da rotina dos torcedores. As lembranças dessa juventude são repletas de aventuras para acompanhar o clube do coração.

“Nós íamos de pé, chegávamos lá e nós subíamos um atrás do outro, nós andávamos no muro do Príncipe Lemo, que só era quando tinha jogo. Eu subia lá em cima e quando chegava lá em cima meu irmão botava as mãos e eu pegava assim e subia com ele, ele subia”.

A paixão atravessou gerações: praticamente todos na família seguem a matriarca e são trezeanos. A exceção é um neto, mas segundo ela, até esse amoroso “contraponto” respeita a tradição.

“Ele não chega aqui e diz não. É o filho do meu filho, mais velho. Não tem coragem de dizer para assim? Não diz não. Quando eu olho para a cara dele assim, é que ele não diz não”.

A torcida já levou Dona Zefinha a grandes aventuras. Em uma delas, viajou de moto da Paraíba até o Rio Grande do Norte para acompanhar uma decisão histórica.

84 anos de amor pelo Treze: a paixão de Dona Zefinha que atravessa gerações

“Foi quando o treze fui campeão pela Série B. Aí não tinha carro. Aí eu perguntei a um colega meu. Aí ele disse, vamos embora, vamos arrumar um jeito aí. Aí ele pôs lá no posto, botou gasolina e nós viemos embora. Veio de moto porque tinha que comemorar o treze na Série B. Eu achei muito maior”.

Profunda conhecedora da história do clube, ela não esconde a frustração com alguns episódios recentes envolvendo o Treze, hoje na Série D do Campeonato Brasileiro.

“Olha, eu fiquei triste que agora teve o jogo do treze e Campinense. Porque ali foi combinado. Foi combinado. Porque um já estava querendo ser rebaixado e o treinador do treze combinou com o do Campinense, que eles eram amigos. Aí eu cheguei lá. Eu pulei o muro da coisa e fui lá para.”

84 anos de amor pelo Treze: a paixão de Dona Zefinha que atravessa gerações

Sempre irreverente, Dona Zefinha também recorda momentos em que não mediu esforços para apoiar o Galo.

“Pulei. E fui arengar com bolinha. Foi meu filho que estava mais eu, foi meu junior que estava mais eu. Minha neta pulou tudo e foi atrás de mim. E eu fiquei dando drible de curto nele”.

Apesar da irreverência e das histórias cheias de energia, a torcedora se emociona ao falar sobre a fase difícil do clube, que vive à sombra de dívidas e da falta de calendário.

“Pedir a Deus, fazer orações para ele. Eu peço para ajudar e ele sair do buraco. É a única coisa que a gente tem que fazer. E ver o galo brilhando de novo. E ver o galo brilhando de novo”.

Às vésperas do centenário do Treze, Dona Zefinha segue acreditando na retomada do Galo. Um amor incondicional que, aos 84 anos, continua sendo exemplo de fé, tradição e paixão sem limites.

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